SNFZ11 integraliza R$ 6,4 mi, reduz passivo e encerra 2025 com DY anualizado de 12,55%
O SNFZ11 integralizou R$ 6,4 milhões do follow-on em dezembro, direcionando os recursos para pagamento da primeira parcela das fazendas adquiridas em junho. O fundo manteve R$ 0,10 por cota, com DY anualizado de 12,55%, e fechou o ano com 8.105 cotistas.
O SNFZ11 (Suno Fazendas Fiagro Imobiliário) encerrou dezembro de 2025 consolidando o novo patamar operacional alcançado ao longo do segundo semestre. O fundo integralizou R$ 6.416.870,00 referentes à última tranche da primeira oferta subsequente (follow-on), manteve a distribuição mensal em R$ 0,10 por cota e finalizou o ano com dividend yield anualizado de 12,55%, segundo relatório gerencial de dezembro.
A seguir, os principais destaques do mês e do consolidado do ano.
Integralização de recursos e redução de passivo
Em dezembro, o fundo recebeu R$ 6,4 milhões relativos à última etapa de subscrição do follow-on. Os recursos foram alocados no pagamento da primeira parcela das Fazendas Triângulo da Gaúcha e Xavante, adquiridas em 30 de junho de 2025.
Com isso, o SNFZ11 reduziu seu passivo relacionado às aquisições estruturadas em modelo de seller finance com prazo de 10 anos. O pagamento ocorreu dentro do cronograma contratual, reforçando a adimplência das obrigações assumidas na expansão do portfólio.
Ao final do mês, o valor total das parcelas a pagar dos imóveis somava R$ 51,66 milhões, enquanto o patrimônio líquido atingiu R$ 119,99 milhões.
Resultado e composição das receitas
O fundo registrou em dezembro receita distribuível de R$ 1.222.976,25. A principal fonte de resultado permaneceu sendo o CRA Jequitibá, responsável por R$ 1.074.908,28 em juros e correção monetária no mês.
A receita de arrendamento das fazendas totalizou R$ 135.611,01, enquanto as aplicações financeiras de caixa contribuíram com R$ 12.456,96. As despesas somaram R$ 151.582,58 no período, incluindo R$ 60.342,20 em despesas não recorrentes.
O resultado final do mês foi de R$ 1.296.059,93. Após a distribuição de R$ 1.144.822,00 aos cotistas (R$ 0,10 por cota), o fundo destinou R$ 129.420,57 para resultado não distribuído, equivalente a R$ 0,011 por cota, reforçando a reserva acumulada.
No acumulado de 2025, a receita distribuível somou R$ 8,0 milhões, enquanto os rendimentos pagos alcançaram R$ 7,34 milhões (R$ 1,015 por cota no ano).
Distribuição mantida no novo patamar
O dividendo de R$ 0,10 por cota foi mantido ao longo do segundo semestre e representou, em dezembro, um dividend yield anualizado de 12,55%, considerando a cotação de fechamento de R$ 10,10.
O guidance estabelecido pela gestão no início do segundo semestre foi cumprido, encerrando o ano dentro da faixa projetada após a aquisição das novas propriedades.
No primeiro semestre, o fundo havia distribuído valores entre R$ 0,060 e R$ 0,065 por cota. A elevação do patamar ocorreu após a expansão do portfólio imobiliário e o aumento da base de receitas recorrentes.
Expansão do portfólio e estrutura atual
Ao fim de dezembro, o SNFZ11 possuía três propriedades rurais em Gaúcha do Norte (MT):
- Fazenda Coliseu (449 ha cultiváveis);
- Fazenda Triângulo da Gaúcha (201 ha cultiváveis);
- Fazenda Xavante (370 ha cultiváveis).
Os contratos seguem o modelo “buy to lease”, com arrendamento equivalente a 25% da produção de soja por hectare, com piso mínimo de 15 sacas por hectare e pagamentos mensais.
A exposição do fundo permanece majoritariamente concentrada em imóveis (75% do patrimônio), enquanto os CRAs representam parcela relevante da carteira, com yield médio de CDI + 3,45% e duration média de 5,21 anos.
O CRA Jequitibá — nas séries sênior e subordinada — segue como principal ativo financeiro, com lastro em operações ligadas à operadora agrícola Jequitibá Agro.
Indicadores operacionais e base de cotistas
O número de cotistas cresceu para 8.105 em dezembro, marcando novo recorde desde o início do fundo. O movimento representou o maior crescimento percentual e absoluto mensal da base de investidores.
A cota patrimonial encerrou o mês em R$ 9,92, enquanto a cota de mercado fechou a R$ 10,10, resultando em P/VP de 1,02. O valor de mercado totalizou R$ 122,11 milhões.
A liquidez em bolsa apresentou evolução ao longo do segundo semestre, acompanhando o aumento do patrimônio líquido e da base de investidores após a oferta subsequente.
Retrospectiva de 2025
Na carta de gestão, o relatório apresenta uma retrospectiva do ano, destacando três marcos principais:
- 1T25: entrega da primeira safra cheia da Fazenda Coliseu, com produtividade acima da base contratual;
- 2T25: aquisição das Fazendas Triângulo da Gaúcha e Xavante, ampliando a área produtiva e elevando o potencial de geração de caixa;
- 3T e 4T25: consolidação do novo patamar de distribuição e conclusão do follow-on.
A gestão destacou que o novo nível de rendimentos decorre da combinação entre maior área arrendada e receitas financeiras provenientes do CRA em ambiente de Selic elevada ao longo de 2025.
Estrutura de capital e liquidez
Ao final do exercício, o fundo apresentava:
- R$ 90,05 milhões em posição financeira em imóveis (75,05% do PL);
- R$ 81,01 milhões em posição financeira vinculada aos CRAs;
- R$ 1,10 milhão em caixa (0,91% do PL).
A estrutura combina ativos imobiliários com contratos de longo prazo e instrumentos de crédito agro indexados ao CDI, compondo a estratégia de geração de renda recorrente associada à valorização patrimonial das terras.
O relatório indica que o fundo encerra 2025 com portfólio consolidado, maior escala patrimonial e manutenção da disciplina na alocação de capital, entrando em 2026 com estrutura já ampliada em relação ao início do ano.
Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.
Relatório gerencial dezembro/2025: https://www.suno.com.br/asset/fundos/snfz11/