SNCI11 Encerra 2025 com Dividendos Consolidados e Foco Estratégico na Recuperação de Crédito

27/01/2026 • por Admim
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SNCI11 Encerra 2025 com Dividendos Consolidados e Foco Estratégico na Recuperação de Crédito

O mercado de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de papel encerra o ciclo de 2025 com sinais claros de resiliência, e o Suno Recebíveis Imobiliários (SNCI11) se destaca como um dos protagonistas dessa trajetória.

Com um patrimônio líquido de R$ 415,17 milhões e uma base de mais de 36 mil cotistas, o SNCI11 consolidou-se como uma opção robusta para investidores que buscam rendimentos mensais previsíveis em um portfólio de risco moderado (middle-risk).

Dividendos e Previsibilidade: O Porto Seguro do Cotista

Um dos pontos mais celebrados na comunicação recente da gestão é a manutenção do patamar de dividendos. Em dezembro, o fundo anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota, mantendo o rendimento constante ao longo do ano. Mais importante para o planejamento do investidor é a manutenção do guidance para o primeiro trimestre de 2026, projetado entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota.

Essa constância é fruto de uma política de linearização de proventos, onde a Suno Asset utiliza reservas estratégicas para evitar a volatilidade comum nos índices de inflação e na taxa Selic. No fechamento de dezembro, o SNCI11 registrou um Dividend Yield anualizado de 14,12%, superando significativamente a média de seus pares. Além disso, o fundo negocia atualmente com um desconto atrativo, apresentando um P/VP de 0,86, o que sinaliza uma oportunidade de entrada para investidores focados em valor.

Gestão Ativa e Recuperação de Ativos: Transformando Desafios em Valor

A gestão do SNCI11 tem demonstrado uma postura proativa e transparente no acompanhamento de ativos que entraram em tratamento especial. Durante o mês de dezembro, destacaram-se os avanços significativos na recuperação de créditos de operações complexas:

  • CRI AIZ: Em assembleia realizada em 24 de dezembro, foi definida a repactuação final da operação, permitindo que os ativos voltassem à adimplência após a venda de um imóvel em garantia. Embora tenha ocorrido um haircut nas séries, a medida garantiu uma alta recuperabilidade e deve gerar um impacto positivo de R$ 0,26 no valor patrimonial da cota.
  • CRI RDR: O fundo optou por uma postura conservadora, marcando o ativo a preço de custo e atuando diariamente junto à securitizadora para o recebimento da carteira de aproximadamente R$ 14 milhões. Somente em dezembro, já foram recuperados R$ 1,5 milhão.
  • CRI Vanguarda: A gestão informou que todas as unidades dos empreendimentos em Teresina já estão em nome da securitizadora, protegendo o direito fiduciário dos investidores enquanto se busca a finalização das obras e o repasse bancário.

Essa transparência e o empenho na recuperação de crédito são vistos como pontos fortes, pois demonstram a capacidade técnica da equipe em lidar com cenários de estresse, preservando o capital do cotista a longo prazo.

Saúde Financeira e Estrutura de Custos

Outro diferencial competitivo do SNCI11 é sua estrutura de custos. O fundo apresenta uma das menores taxas de gestão do mercado, somando 0,85% ao ano (administração e gestão), e não cobra taxa de performance. No comparativo com o mercado, fundos de perfil semelhante chegam a cobrar taxas de performance de até 20% sobre o benchmark, o que coloca o SNCI11 em uma posição vantajosa de alinhamento com o investidor.

A alavancagem também é gerida de forma estratégica. A alavancagem líquida posicionou-se em 4,85% do PL, o menor valor desde outubro de 2024, indicando uma desalavancagem saudável e maior robustez para enfrentar a volatilidade macroeconômica. O custo médio da alavancagem é de CDI + 0,95%, enquanto a rentabilidade esperada da carteira de ativos é de cerca de 16,50% ao ano, gerando um spread positivo para o fundo.

Perspectivas para 2026: O Cenário de Queda da Selic

O relatório também traz uma análise profunda do cenário macroeconômico, projetando o início do ciclo de cortes da taxa Selic em março de 2026. Para um fundo de papel como o SNCI11, que possui 59% de sua carteira indexada ao IPCA e 19% ao CDI, esse cenário é amplamente favorável. A queda dos juros tende a valorizar as cotas no mercado secundário e a aumentar a atratividade dos dividendos reais distribuídos pelo fundo.

Com uma carteira diversificada em 46 ativos e uma exposição pulverizada por diversos setores — incluindo incorporação (48%), energia (13%) e hospitalar (4%) — o SNCI11 encerra o ano preparado para capturar as oportunidades de um novo ciclo econômico, mantendo o compromisso com a renda mensal e a segurança patrimonial.


Ativos citados: SNCI11