RZTR11 encerra 2025 com forte geração de caixa e entra em 2026 com aposta em valorização de terras

04/02/2026 • por Admim
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O relatório gerencial de dezembro de 2025 do RZTR11 (Riza Terrax) mostra um ano marcado por forte geração de resultados operacionais, crescimento patrimonial e manutenção de dividendos consistentes. O fundo encerrou 2025 com retorno total expressivo, acima de benchmarks importantes.

O fundo imobiliário do agronegócio RZTR11 encerrou o ano de 2025 consolidando sua posição como um dos principais veículos híbridos de exposição a terras agrícolas do mercado brasileiro. O relatório gerencial mais recente evidencia um período de forte geração de caixa, distribuição consistente de rendimentos e evolução estratégica da carteira, com perspectivas positivas para 2026. 

Criado com o objetivo de gerar retorno de longo prazo por meio da compra, venda e arrendamento de propriedades rurais — utilizando estratégias como sale & leaseback, buy to lease e land equity — o fundo consolidou sua presença nas principais regiões produtoras do país, com foco em grãos e fibras. 

Desempenho operacional e financeiro em 2025

O ano de 2025 foi marcado por resultados sólidos. O fundo encerrou o período com receita total superior a R$ 255 milhões e resultado final próximo de R$ 232 milhões, refletindo a capacidade de geração de renda da carteira imobiliária agrícola. 

O rendimento distribuído ao longo do ano foi de aproximadamente R$ 12,30 por cota, mantendo consistência com o resultado contábil e demonstrando disciplina na política de distribuição. 

O retorno total bruto anual alcançou cerca de 30%, superando com folga indicadores relevantes como CDI e IFIX no mesmo período, reforçando a tese de investimento baseada na combinação entre renda e valorização patrimonial. 

Outro ponto importante foi a estabilidade da geração de caixa via arrendamentos. A taxa média de arrendamento ficou próxima de 15% ao ano, com prazo médio dos contratos ao redor de 10 anos, criando previsibilidade de receita para o fundo. 

Além disso, o fundo encerrou o ano com patrimônio líquido próximo de R$ 1,78 bilhão e mais de 147 mil cotistas, evidenciando forte base de investidores e relevância crescente dentro do segmento de FIIs ligados ao agro. 

Pontos fortes destacados no relatório

Entre os principais pontos positivos observados no relatório, destacam-se:

1. Diversificação estratégica
O fundo mantém exposição equilibrada entre renda recorrente e valorização patrimonial, com três frentes principais de atuação.

2. Estrutura de proteção de risco nas operações
Nas operações de sale & leaseback e buy to lease, os ativos são adquiridos com deságios relevantes, muitas vezes entre 30% e 50% do valor de mercado, criando margem de segurança patrimonial. 

3. Baixo risco estrutural de inadimplência
Como o fundo é proprietário direto dos imóveis, em caso de default há possibilidade de venda do ativo a valor de mercado, diferentemente de estruturas puramente de crédito. 

4. Forte base imobiliária rural
O fundo possui mais de 80 mil hectares distribuídos em dezenas de ativos agrícolas relevantes nas principais regiões produtoras. 

5. Histórico positivo de valorização das terras agrícolas
A gestão destaca que o histórico brasileiro de valorização de terras continua estruturalmente positivo, criando potencial de ganhos adicionais no longo prazo. 

Perspectivas estratégicas para 2026

O relatório indica que o foco para 2026 deve ser ampliar gradualmente a estratégia de land equity, que busca capturar valorização imobiliária além da renda de arrendamento. 

Essa estratégia tende a aumentar ao longo do tempo conforme operações de recompras e reciclagem de capital retornem recursos ao fundo, permitindo novas aquisições com maior potencial de valorização. 

Outro fator relevante é o impacto positivo esperado de vendas já contratadas de ativos agrícolas, que podem gerar ganhos adicionais ao longo do ciclo de recebimento. Em um dos casos citados, operações envolvendo fazendas vendidas podem gerar impacto positivo estimado próximo de R$ 1,98 por cota ao longo do tempo. 

Além disso, projeções internas indicam manutenção de rendimentos próximos ao patamar atual, reforçando previsibilidade de fluxo de caixa para o investidor. 

Cenário do agronegócio e suporte macro

O relatório também mostra ambiente relativamente favorável ao agro, com:

  • Exportações agrícolas brasileiras resilientes
  • Forte demanda externa em commodities como soja
  • Expansão do consumo industrial de milho (especialmente etanol)
  • Manutenção da relevância das exportações no equilíbrio de preços agrícolas

Esses fatores tendem a sustentar a rentabilidade operacional dos produtores e, consequentemente, a capacidade de pagamento dos arrendamentos. 

Conclusão

O RZTR11 encerrou 2025 combinando três pilares importantes: geração consistente de renda, valorização patrimonial e crescimento estratégico da carteira. O desempenho acima de benchmarks relevantes reforça a robustez da tese multiestratégia do fundo.

Para 2026, o cenário aponta continuidade de dividendos recorrentes, possibilidade de ganhos extraordinários com reciclagem de ativos e aumento gradual da exposição a estratégias de valorização de terras, o que pode elevar o potencial de retorno no médio e longo prazo.


Ativos citados: RZTR11