RECT11 mantém dividendos de R$ 0,45/cota e reduz passivo líquido após venda de ativo
O FII RECT11 manteve a distribuição de R$ 0,45 por cota no período. O fundo registrou redução relevante do passivo líquido, impulsionada por valores a receber da venda de ativos, enquanto a reavaliação patrimonial dos imóveis gerou ajuste contábil negativo de cerca de R$ 10 milhões.
O FII REC Renda Imobiliária (RECT11) divulgou seu relatório gerencial mais recente destacando a manutenção do patamar de distribuição de rendimentos e avanços na redução da alavancagem financeira. O período também foi marcado pela reavaliação anual do portfólio imobiliário, que resultou em ajuste negativo no valor contábil dos ativos.
A seguir estão os principais pontos reportados pela gestão:
Distribuição de rendimentos
- O fundo manteve a distribuição mensal em R$ 0,45 por cota.
- Considerando o preço de fechamento da cota de aproximadamente R$ 38,41, o pagamento corresponde a um Dividend Yield mensal de cerca de 1,17%.
- Segundo o relatório, esse rendimento representa aproximadamente 124% do CDI líquido no período.
A gestão também informou redução nas reservas acumuladas utilizadas para suavizar distribuições.
- A reserva de lucros acumulados passou de R$ 1,45 por cota no relatório anterior para R$ 0,83 por cota.
O documento não detalha novas políticas de distribuição ou mudanças na estratégia de pagamentos, indicando apenas a manutenção da atual política mensal.
Reavaliação anual do portfólio imobiliário
Como ocorre tradicionalmente no encerramento do ano, os imóveis do portfólio passaram por reavaliação realizada por consultorias independentes.
- O valor total dos ativos foi ajustado para R$ 789,4 milhões.
- A atualização representou um impacto contábil negativo de cerca de R$ 10 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,17 por cota.
Esse movimento afetou diretamente o valor patrimonial do fundo:
- Valor patrimonial por cota: caiu de R$ 90,91 para R$ 89,68 no período.
O relatório não detalha individualmente quais ativos tiveram maior impacto na reavaliação, apenas informa o ajuste agregado sobre o portfólio.
Estrutura de capital e desalavancagem
Um dos pontos destacados pela gestão foi a redução relevante da alavancagem financeira.
- O passivo líquido do fundo recuou de R$ 55,0 milhões para R$ 24,6 milhões.
De acordo com o relatório, esse movimento ocorreu principalmente devido ao aumento de valores a receber decorrentes da venda de ativos imobiliários.
- A conta de valores a receber por venda de ativos aumentou de R$ 77,9 milhões para R$ 108,6 milhões.
Esse crescimento está associado à alienação de um imóvel localizado na Avenida Europa, cuja liquidação financeira ainda gera créditos a receber pelo fundo.
Na prática, segundo o gestor, o aumento desses recebíveis contribui para compensar obrigações financeiras futuras, reduzindo o indicador de dívida líquida do fundo.
Vacância e ocupação
O relatório também apresentou atualização sobre os indicadores operacionais da carteira imobiliária.
- A taxa de vacância física apresentou leve aumento, passando de 8,1% para 8,2%.
Apesar da variação pequena, o gestor destacou que a estratégia segue focada na locação das áreas vagas remanescentes.
Entre os imóveis citados com espaços disponíveis estão:
- Barra da Tijuca Corporate
- Canopus Corporate
- Complexo Madeira
- Evolution Corporate
O relatório não informou novas locações relevantes no período analisado.
Estratégia de gestão e portfólio
O fundo segue com estratégia voltada para imóveis corporativos de escritórios, com gestão ativa focada em:
- redução gradual da alavancagem financeira;
- reciclagem de portfólio por meio de venda de ativos;
- locação de áreas vagas existentes.
A venda de ativos e consequente geração de valores a receber tem sido utilizada como instrumento para fortalecer a estrutura de capital e reduzir indicadores de endividamento.
O relatório não mencionou novas aquisições ou expansões de portfólio no período analisado.
Considerações gerais do relatório
De forma geral, o documento indica três pontos centrais no momento do fundo:
- Manutenção da distribuição de dividendos em R$ 0,45 por cota.
- Redução relevante da alavancagem, impulsionada por recebíveis de venda de ativos.
- Ajuste contábil negativo no valor patrimonial decorrente da reavaliação anual dos imóveis.
A gestão reforça no relatório que permanece atuando na gestão ativa da carteira imobiliária, buscando melhorar ocupação dos ativos e otimizar a estrutura de capital ao longo do tempo.
Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.
Relatório:
https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1130566&cvm=true