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RECT11 mantém dividendos de R$ 0,45/cota e reduz passivo líquido após venda de ativo

07/03/2026 • por Admim
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RECT11 mantém dividendos de R$ 0,45/cota e reduz passivo líquido após venda de ativo

O FII RECT11 manteve a distribuição de R$ 0,45 por cota no período. O fundo registrou redução relevante do passivo líquido, impulsionada por valores a receber da venda de ativos, enquanto a reavaliação patrimonial dos imóveis gerou ajuste contábil negativo de cerca de R$ 10 milhões.

O FII REC Renda Imobiliária (RECT11) divulgou seu relatório gerencial mais recente destacando a manutenção do patamar de distribuição de rendimentos e avanços na redução da alavancagem financeira. O período também foi marcado pela reavaliação anual do portfólio imobiliário, que resultou em ajuste negativo no valor contábil dos ativos.

A seguir estão os principais pontos reportados pela gestão:

Distribuição de rendimentos

  • O fundo manteve a distribuição mensal em R$ 0,45 por cota.
  • Considerando o preço de fechamento da cota de aproximadamente R$ 38,41, o pagamento corresponde a um Dividend Yield mensal de cerca de 1,17%.
  • Segundo o relatório, esse rendimento representa aproximadamente 124% do CDI líquido no período.

A gestão também informou redução nas reservas acumuladas utilizadas para suavizar distribuições.

  • A reserva de lucros acumulados passou de R$ 1,45 por cota no relatório anterior para R$ 0,83 por cota.

O documento não detalha novas políticas de distribuição ou mudanças na estratégia de pagamentos, indicando apenas a manutenção da atual política mensal.

Reavaliação anual do portfólio imobiliário

Como ocorre tradicionalmente no encerramento do ano, os imóveis do portfólio passaram por reavaliação realizada por consultorias independentes.

  • O valor total dos ativos foi ajustado para R$ 789,4 milhões.
  • A atualização representou um impacto contábil negativo de cerca de R$ 10 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 1,17 por cota.

Esse movimento afetou diretamente o valor patrimonial do fundo:

  • Valor patrimonial por cota: caiu de R$ 90,91 para R$ 89,68 no período.

O relatório não detalha individualmente quais ativos tiveram maior impacto na reavaliação, apenas informa o ajuste agregado sobre o portfólio.

Estrutura de capital e desalavancagem

Um dos pontos destacados pela gestão foi a redução relevante da alavancagem financeira.

  • O passivo líquido do fundo recuou de R$ 55,0 milhões para R$ 24,6 milhões.

De acordo com o relatório, esse movimento ocorreu principalmente devido ao aumento de valores a receber decorrentes da venda de ativos imobiliários.

  • A conta de valores a receber por venda de ativos aumentou de R$ 77,9 milhões para R$ 108,6 milhões.

Esse crescimento está associado à alienação de um imóvel localizado na Avenida Europa, cuja liquidação financeira ainda gera créditos a receber pelo fundo.

Na prática, segundo o gestor, o aumento desses recebíveis contribui para compensar obrigações financeiras futuras, reduzindo o indicador de dívida líquida do fundo.

Vacância e ocupação

O relatório também apresentou atualização sobre os indicadores operacionais da carteira imobiliária.

  • A taxa de vacância física apresentou leve aumento, passando de 8,1% para 8,2%.

Apesar da variação pequena, o gestor destacou que a estratégia segue focada na locação das áreas vagas remanescentes.

Entre os imóveis citados com espaços disponíveis estão:

  • Barra da Tijuca Corporate
  • Canopus Corporate
  • Complexo Madeira
  • Evolution Corporate

O relatório não informou novas locações relevantes no período analisado.

Estratégia de gestão e portfólio

O fundo segue com estratégia voltada para imóveis corporativos de escritórios, com gestão ativa focada em:

  • redução gradual da alavancagem financeira;
  • reciclagem de portfólio por meio de venda de ativos;
  • locação de áreas vagas existentes.

A venda de ativos e consequente geração de valores a receber tem sido utilizada como instrumento para fortalecer a estrutura de capital e reduzir indicadores de endividamento.

O relatório não mencionou novas aquisições ou expansões de portfólio no período analisado.

Considerações gerais do relatório

De forma geral, o documento indica três pontos centrais no momento do fundo:

  1. Manutenção da distribuição de dividendos em R$ 0,45 por cota.
  2. Redução relevante da alavancagem, impulsionada por recebíveis de venda de ativos.
  3. Ajuste contábil negativo no valor patrimonial decorrente da reavaliação anual dos imóveis.

A gestão reforça no relatório que permanece atuando na gestão ativa da carteira imobiliária, buscando melhorar ocupação dos ativos e otimizar a estrutura de capital ao longo do tempo.

Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.

Relatório:
https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1130566&cvm=true


Ativos citados: RECT11
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