RBIF11 registra resultado de R$ 1,02 por cota em janeiro e projeta distribuição de até R$ 0,98 no 1º semestre de 2026

26/02/2026 • por Admim
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RBIF11 registra resultado de R$ 1,02 por cota em janeiro e projeta distribuição de até R$ 0,98 no 1º semestre de 2026

O RBIF11 apurou resultado de R$ 1,02 por cota em janeiro, com distribuição de R$ 0,95. Fundo encerrou o mês com PL de R$ 78,5 milhões, carrego de IPCA+8,3% e dividend yield anualizado de 14,62% na cota de mercado.

O Rio Bravo ESG IS FIC FI-Infra RF CP (RBIF11) encerrou janeiro de 2026 com resultado de R$ 1,02 por cota, equivalente a um retorno de 1,15% sobre a cota patrimonial no período. A distribuição anunciada foi de R$ 0,95 por cota, em linha com a política de repasse baseada no carrego nominal líquido histórico da carteira.

A seguir, os principais destaques do relatório gerencial do mês.

Resultado e distribuição

  • Resultado do mês: R$ 1,02 por cota (marcação a mercado).
  • Retorno sobre a cota patrimonial: 1,15% em janeiro.
  • Distribuição anunciada: R$ 0,95 por cota.
  • Dividend yield mensal sobre a cota patrimonial: 1,07%.
  • Dividend yield anualizado na cota de mercado: 14,62%, considerando o preço de fechamento de R$ 78,00 na B3.

O fundo encerrou o mês com lucro retido acumulado de R$ 2,55 por cota, reforçando a reserva para futuras distribuições.

De acordo com a gestão, a métrica de distribuição considera o carrego nominal líquido da carteira — taxa média de aquisição dos ativos acrescida da inflação projetada para os próximos 12 meses e líquida de custos.

Guidance para o 1º semestre de 2026

O relatório apresenta estimativas de distribuição para o primeiro semestre de 2026, baseadas em:

  • Cota patrimonial projetada: R$ 91,00
  • IPCA estimado: 4,25%
  • Carrego bruto estimado: 9,50%

Para fevereiro, a projeção é de R$ 0,98 por cota (DY de 1,08% sobre a cota patrimonial). Para os meses seguintes até junho, a estimativa recorrente é de R$ 0,94 por cota (DY próximo de 1,03%).

A gestão ressalta que as projeções não constituem promessa ou garantia de resultados futuros.

Patrimônio, liquidez e base de cotistas

  • Patrimônio líquido: R$ 78,5 milhões.
  • Número de cotistas: 1.704.
  • Volume negociado no mês: R$ 5,8 milhões.
  • Volume médio diário: R$ 277 mil.
  • Giro mensal sobre o PL: 8,62%.

O fundo conta com atuação de formador de mercado desde dezembro de 2023. Segundo a gestão, o aumento de liquidez é atribuído à presença do formador, à maior demanda por FI-Infra e à divulgação dos diferenciais do produto.

Retorno implícito e sensibilidade da cota

A tabela de sensibilidade apresentada no relatório indica que, considerando a cota de mercado próxima a R$ 78,00, o retorno estimado da carteira seria de aproximadamente IPCA + 12,1% líquido de IR.

O carrego bruto da carteira, considerando caixa, é de IPCA + 8,72% ao ano, enquanto o carrego de aquisição dos ativos de crédito está em IPCA + 8,3%.

Perfil da carteira

O RBIF11 investe preponderantemente em cotas de FI-Infra que aplicam em debêntures incentivadas enquadradas na Lei 12.431/11, com integração de critérios ESG.

Principais indicadores da carteira:

  • Duration média: 5,2 anos.
  • Número de emissores: 22.
  • Rating médio ponderado: AA- (escala local).
  • 63% da carteira com rating AA-(bra) ou superior.
  • 12 segmentos de infraestrutura representados.

A alocação setorial inclui:

  • Energia elétrica (geração renovável, transmissão e térmica)
  • Saneamento
  • Rodovias
  • Portos
  • Mobilidade urbana
  • Telecomunicações
  • Produção de gás
  • Açúcar e álcool
  • Transporte e logística

Em relação à taxonomia ESG, 63,2% do portfólio está alocado em setores primários, conforme a política de investimento sustentável do fundo.

Monitoramento de crédito

A gestão informou que, após a divulgação dos resultados anuais de 2024 das companhias investidas, o rating médio da carteira permaneceu em AA-(bra), mantendo o perfil considerado de boa qualidade de crédito.

Todos os ativos da carteira devem, obrigatoriamente, possuir rating independente.

Cenário macroeconômico

No campo macro, o relatório destaca:

  • Fechamento da curva de juros nos vértices curtos, diante da expectativa de início do ciclo de cortes pelo Banco Central possivelmente em março, com precificação de redução inicial de 50 pontos-base.
  • IPCA de janeiro em 0,33%, acumulando 4,4% em 12 meses.
  • Pressão pontual vinda do aumento da gasolina devido à mudança na alíquota de ICMS.

A gestão observa que, apesar de a inflação de serviços ainda permanecer elevada, não foram identificadas pressões altistas relevantes no mês.

Comparação com índices

Nos últimos 12 meses, o RBIF11 apresentou retorno total superior ao IMA-B, conforme gráfico comparativo do relatório. O fundo também aparece bem posicionado na análise de volatilidade frente a pares do mercado de FI-Infra.

O RBIF11 tem como benchmark o IMA-B e busca rentabilidade alvo de NTN-B + 2,0% ao ano, dentro de uma estratégia focada em crédito de infraestrutura com integração de critérios ESG e isenção tributária para pessoas físicas.

Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.


Ativos citados: RBIF11