LSAG11 investe R$ 40 milhões em CPR com garantia de terras e reestrutura carteira para priorizar CDI+
O LSAG11 alocou integralmente R$ 40 milhões em nova CPR do Grupo Úbere, elevando a concentração do ativo a 40,25% do PL. Fundo distribuiu R$ 1,05 por cota em janeiro (DY mensal de 1,17%) e negocia a 0,91x P/VP.
Resultado e distribuição
O fundo distribuiu R$ 1,05 por cota referentes ao mês, com pagamento previsto conforme cronograma regular. O valor representa:
- Dividend yield mensal: 1,17%
- Dividend yield acumulado em 12 meses: 14,99%
- Dividend yield anualizado em 2025: 15,38%
Em janeiro, o retorno total bruto foi de 6,94%, frente a um CDI de 1,16% no período, resultando em um spread relevante sobre o indexador.
No acumulado de 2025, o retorno total bruto foi de 47,02%, enquanto o CDI acumulou 14,32%, segundo a tabela de resumo apresentada no relatório (página 4).
Patrimônio, mercado e desconto
O fundo encerrou janeiro com:
- Patrimônio líquido: R$ 99,17 milhões
- Cota patrimonial: R$ 98,26
- Cota de mercado: R$ 89,68
- P/VP: 0,91
O desconto de aproximadamente 9% em relação ao valor patrimonial permanece relevante. O número de cotistas atingiu 2.635, com 1.009.334 cotas emitidas.
Nova alocação: CPR do Grupo Úbere
O principal movimento do mês foi a alocação dos R$ 40 milhões que estavam em caixa em uma CPR emitida pelo Grupo Úbere, operação que passou a representar 40,25% do patrimônio líquido do fundo.
A operação possui:
- Indexador: CDI+
- Taxa média: CDI + 3,00%
- Vencimento: dezembro de 2030
- Garantia: alienação fiduciária de terras
- Razão de cobertura: 116%
Segundo o relatório, o Grupo Úbere atua há mais de 25 anos na produção agrícola e pecuária, com operações nos municípios de Canarana e Gaúcha do Norte (MT), mantendo rebanho superior a 25 mil cabeças distribuídas em mais de 15 mil hectares de pastagens.
A gestão destaca a experiência do controlador tanto na pecuária de corte quanto em transações imobiliárias rurais, tendo realizado mais de 20 operações de compra e venda de ativos agrícolas na última década.
Estratégia: redução gradual de IPCA+ e foco em CDI+
O relatório também detalha uma diretriz estratégica relevante: a venda no mercado secundário de ativos atrelados ao IPCA, dentro de um processo de reorganização da carteira.
A gestão informa que:
- Pretende manter apenas os títulos indexados ao IPCA cuja taxa não justifique a saída imediata;
- Avalia que há oportunidades mais atrativas em ativos indexados ao CDI;
- Pode vender papéis atualmente na carteira caso surjam novas originações com taxas superiores.
Embora parte relevante das operações IPCA+ seja classificada como high grade, a avaliação atual é de que a relação risco-retorno favorece maior exposição a CDI+, diante do cenário vigente.
Estrutura da carteira
O fundo encerrou janeiro com 27 ativos, com as seguintes características:
- Ativos indexados ao CDI: 59,26%
- Originação própria: 41,32%
- Alocação do PL: 100,20%
- Spread médio da carteira (CDI+): 3,24%
- Spread médio da carteira (IPCA+): 5,74%
Entre as principais posições (página 6):
- Grupo Úbere (CPR CDI+ 3,00%) – 40,25% do PL
- Semeagro (CRA CDI+ 5,56%) – 8,99%
- Via Agrícola (CRA CDI+ 5,00%) – 5,87%
- Renovagro (CRA CDI+ 4,50%) – 4,80%
- Atlas Agro (CRA CDI+ 4,00%) – 3,99%
Entre os emissores com indexação IPCA+, permanecem posições em empresas como BRF, Marfrig, JSL, Klabin, Raízen e Minerva, com vencimentos majoritariamente de médio e longo prazo.
O caixa ao final do período somava R$ 3,7 milhões, equivalente a 3,75% do patrimônio.
Mudança de gestão
Conforme deliberado em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 19 de dezembro de 2025, a gestão do fundo foi transferida para a Riza Gestora de Recursos, ocasião em que o fundo passou a adotar a denominação Riza Agro II.
O objetivo declarado permanece a seleção de ativos nas cadeias produtivas agroindustriais, com foco em originação própria, análise criteriosa de risco de crédito e monitoramento contínuo dos ativos.
Considerações finais do relatório
O relatório não apresenta guidance formal de rendimentos futuros, mas o gráfico de histórico de rendimentos e projeções (página 5) indica expectativa de manutenção de patamar próximo aos valores recentes, dentro de um intervalo estimado entre R$ 1,00 e R$ 1,15 por cota nos próximos meses.
Não há menção a eventos de inadimplência, reestruturações de crédito ou provisões relevantes no período.
Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.
Relatório gerencial – Janeiro/2026: