DIVS11 mantém forte geração de renda e amplia diversificação em infraestrutura com estratégia defensiva para 2026
DIVS11 inicia 2026 com rendimento consistente, distribuição estável e forte diversificação em debêntures incentivadas. Fundo mantém estratégia cautelosa diante da compressão de spreads, mas segue entregando performance acima do benchmark.
O relatório gerencial de janeiro de 2026 do fundo de infraestrutura DIVS11 reforça o posicionamento do ativo como uma das alternativas mais consistentes dentro do universo de FI-Infra listados. O documento evidencia um portfólio altamente diversificado, com forte geração de renda, boa performance histórica e estratégia defensiva para o cenário macroeconômico atual.
O DIVS11 é estruturado como um fundo de renda fixa focado em debêntures incentivadas de infraestrutura, com objetivo de retorno atrelado à inflação, mirando desempenho equivalente ao índice IDkA IPCA 5A acrescido de aproximadamente 2% ao ano.
Entre os principais atrativos do fundo estão a isenção de imposto de renda para pessoa física, distribuição mensal de rendimentos e negociação em bolsa, características que vêm ampliando a base de investidores ao longo do tempo.
Desempenho e geração de renda
O mês de janeiro foi positivo para o fundo. O relatório mostra:
- Rentabilidade mensal próxima de 1,6%
- Rentabilidade em 12 meses próxima de 15,6%
- Superação relevante do benchmark IDkA IPCA 5A
- Dividend yield próximo de 15,2% ao ano
Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela componente de crédito e pelo carrego das debêntures incentivadas.
Além disso, o fundo manteve estabilidade na política de distribuição, com pagamento mensal de R$ 1,20 por cota, valor que deve permanecer como piso mínimo ao longo de 2026 segundo o guidance da gestão.
Nos últimos 12 meses, as distribuições totalizaram aproximadamente R$ 14,40 por cota, consolidando o fundo como um dos maiores geradores de renda dentro da classe FI-Infra.
Diversificação e qualidade da carteira
Um dos pontos mais fortes do DIVS11 é o nível de diversificação. O fundo possui exposição a dezenas de emissores e múltiplos setores estratégicos da economia brasileira.
Entre os setores com presença relevante estão:
- Energia (geração, transmissão e distribuição)
- Saneamento
- Rodovias
- Telecomunicações
- Logística
- Óleo e gás
- Mobilidade urbana
- Portos e aeroportos
Essa diversificação reduz risco específico e aumenta previsibilidade do fluxo de renda.
O relatório também mostra predominância de emissores com ratings elevados (AAA, AA, A+), o que reforça a qualidade de crédito média da carteira.
Movimentos recentes na carteira
Durante janeiro, a gestão iniciou exposição em novos emissores relevantes, incluindo empresas como:
- Copel
- Claro
- VLI
- Engie Brasil
- Neoenergia
- Petrorio
- Entre outros
Essa rotação ativa reforça a estratégia dinâmica da gestão, buscando capturar oportunidades de crédito ao longo do ciclo econômico.
Ao mesmo tempo, o fundo manteve postura conservadora com maior nível de caixa e duration moderada, refletindo visão cautelosa sobre o mercado de crédito incentivado.
Cenário de mercado e estratégia defensiva
O relatório chama atenção para a compressão recente dos spreads das debêntures incentivadas. Em janeiro, houve redução média próxima de 0,5%, movimento impulsionado por forte entrada de capital na indústria, estimada em cerca de R$ 5,4 bilhões no período.
Esse cenário reduz o prêmio relativo frente às debêntures não incentivadas, limitando assimetrias positivas de curto prazo.
Diante disso, a gestão vem adotando postura mais conservadora, com:
- Maior nível de caixa
- Menor duration média
- Seleção mais criteriosa de crédito
Essa abordagem busca proteger a carteira enquanto aguarda oportunidades mais atrativas de entrada.
Perspectivas para 2026
Para o restante do ano, o fundo indica alguns pilares estratégicos:
📌 Manutenção da distribuição mínima mensal
📌 Gestão ativa de crédito
📌 Aproveitamento de janelas de abertura de spread
📌 Preservação de liquidez
📌 Expansão gradual da alocação quando houver assimetria positiva
A estratégia sugere foco em consistência de renda mais do que busca agressiva por ganho de capital.
Leitura estratégica para o investidor
O DIVS11 se posiciona como um FI-Infra de perfil:
✔ Alta geração de renda
✔ Forte diversificação
✔ Proteção inflacionária
✔ Qualidade de crédito elevada
✔ Gestão ativa e conservadora
Em um cenário de juros ainda elevados e spreads comprimidos, esse posicionamento tende a favorecer fundos com disciplina de crédito e capacidade de rotação ativa da carteira.
Conclusão
O relatório de janeiro de 2026 reforça a tese do DIVS11 como fundo de infraestrutura voltado para renda consistente e preservação de capital real. A combinação de diversificação setorial, qualidade de crédito e gestão ativa coloca o fundo em posição favorável para atravessar ciclos macroeconômicos mais voláteis.