DIVS11 mantém forte geração de renda e amplia diversificação em infraestrutura com estratégia defensiva para 2026

05/02/2026 • por Admim
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DIVS11 mantém forte geração de renda e amplia diversificação em infraestrutura com estratégia defensiva para 2026

DIVS11 inicia 2026 com rendimento consistente, distribuição estável e forte diversificação em debêntures incentivadas. Fundo mantém estratégia cautelosa diante da compressão de spreads, mas segue entregando performance acima do benchmark.

O relatório gerencial de janeiro de 2026 do fundo de infraestrutura DIVS11 reforça o posicionamento do ativo como uma das alternativas mais consistentes dentro do universo de FI-Infra listados. O documento evidencia um portfólio altamente diversificado, com forte geração de renda, boa performance histórica e estratégia defensiva para o cenário macroeconômico atual.

O DIVS11 é estruturado como um fundo de renda fixa focado em debêntures incentivadas de infraestrutura, com objetivo de retorno atrelado à inflação, mirando desempenho equivalente ao índice IDkA IPCA 5A acrescido de aproximadamente 2% ao ano. 

Entre os principais atrativos do fundo estão a isenção de imposto de renda para pessoa física, distribuição mensal de rendimentos e negociação em bolsa, características que vêm ampliando a base de investidores ao longo do tempo. 

Desempenho e geração de renda

O mês de janeiro foi positivo para o fundo. O relatório mostra:

  • Rentabilidade mensal próxima de 1,6%
  • Rentabilidade em 12 meses próxima de 15,6%
  • Superação relevante do benchmark IDkA IPCA 5A
  • Dividend yield próximo de 15,2% ao ano

Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela componente de crédito e pelo carrego das debêntures incentivadas. 

Além disso, o fundo manteve estabilidade na política de distribuição, com pagamento mensal de R$ 1,20 por cota, valor que deve permanecer como piso mínimo ao longo de 2026 segundo o guidance da gestão. 

Nos últimos 12 meses, as distribuições totalizaram aproximadamente R$ 14,40 por cota, consolidando o fundo como um dos maiores geradores de renda dentro da classe FI-Infra. 

Diversificação e qualidade da carteira

Um dos pontos mais fortes do DIVS11 é o nível de diversificação. O fundo possui exposição a dezenas de emissores e múltiplos setores estratégicos da economia brasileira.

Entre os setores com presença relevante estão:

  • Energia (geração, transmissão e distribuição)
  • Saneamento
  • Rodovias
  • Telecomunicações
  • Logística
  • Óleo e gás
  • Mobilidade urbana
  • Portos e aeroportos

Essa diversificação reduz risco específico e aumenta previsibilidade do fluxo de renda. 

O relatório também mostra predominância de emissores com ratings elevados (AAA, AA, A+), o que reforça a qualidade de crédito média da carteira. 

Movimentos recentes na carteira

Durante janeiro, a gestão iniciou exposição em novos emissores relevantes, incluindo empresas como:

  • Copel
  • Claro
  • VLI
  • Engie Brasil
  • Neoenergia
  • Petrorio
  • Entre outros

Essa rotação ativa reforça a estratégia dinâmica da gestão, buscando capturar oportunidades de crédito ao longo do ciclo econômico. 

Ao mesmo tempo, o fundo manteve postura conservadora com maior nível de caixa e duration moderada, refletindo visão cautelosa sobre o mercado de crédito incentivado. 

Cenário de mercado e estratégia defensiva

O relatório chama atenção para a compressão recente dos spreads das debêntures incentivadas. Em janeiro, houve redução média próxima de 0,5%, movimento impulsionado por forte entrada de capital na indústria, estimada em cerca de R$ 5,4 bilhões no período. 

Esse cenário reduz o prêmio relativo frente às debêntures não incentivadas, limitando assimetrias positivas de curto prazo.

Diante disso, a gestão vem adotando postura mais conservadora, com:

  • Maior nível de caixa
  • Menor duration média
  • Seleção mais criteriosa de crédito

Essa abordagem busca proteger a carteira enquanto aguarda oportunidades mais atrativas de entrada.

Perspectivas para 2026

Para o restante do ano, o fundo indica alguns pilares estratégicos:

📌 Manutenção da distribuição mínima mensal
📌 Gestão ativa de crédito
📌 Aproveitamento de janelas de abertura de spread
📌 Preservação de liquidez
📌 Expansão gradual da alocação quando houver assimetria positiva

A estratégia sugere foco em consistência de renda mais do que busca agressiva por ganho de capital.

Leitura estratégica para o investidor

O DIVS11 se posiciona como um FI-Infra de perfil:

✔ Alta geração de renda
✔ Forte diversificação
✔ Proteção inflacionária
✔ Qualidade de crédito elevada
✔ Gestão ativa e conservadora

Em um cenário de juros ainda elevados e spreads comprimidos, esse posicionamento tende a favorecer fundos com disciplina de crédito e capacidade de rotação ativa da carteira.

Conclusão

O relatório de janeiro de 2026 reforça a tese do DIVS11 como fundo de infraestrutura voltado para renda consistente e preservação de capital real. A combinação de diversificação setorial, qualidade de crédito e gestão ativa coloca o fundo em posição favorável para atravessar ciclos macroeconômicos mais voláteis.


Ativos citados: DIVS11