CPTS11 - encerra 2025 com forte retorno e realocações estratégicas em fundos imobiliários

03/02/2026 • por Admim
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CPTS11 - encerra 2025 com forte retorno e realocações estratégicas em fundos imobiliários

O fundo imobiliário Capitânia Securities II (CPTS11) apresentou resultados expressivos em 2025, destacando-se no cenário dos fundos imobiliários brasileiros. Com uma rentabilidade patrimonial de 20,46% no ano e um dividend yield (DY) de 15,07% sobre a cota de mercado, o fundo superou o CDI líquido e

Mudança estratégica e realocação de ativos

Em novembro de 2024, o CPTS11 passou por uma alteração significativa em seu regulamento, sendo reclassificado como Hedge Fund. Essa mudança permitiu maior flexibilidade na alocação de ativos, possibilitando uma transição de uma carteira predominantemente composta por Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) para uma maior exposição em fundos imobiliários (FIIs). Essa estratégia visou aproveitar oportunidades de mercado, especialmente diante dos descontos observados nos preços dos FIIs durante o período de bear market iniciado em janeiro de 2020.

Ao final de 2025, a alocação do portfólio do CPTS11 era composta por 71% em FIIs, 24,8% em CRIs e 0,4% em caixa. A carteira de FIIs incluía 94 fundos, com destaque para setores como lajes corporativas, logística e shoppings. A carteira de CRIs, por sua vez, foi reduzida de R$ 1,8 bilhão para R$ 0,9 bilhão em 65 dias, mantendo 100% de adimplência.

Desempenho financeiro e distribuição de rendimentos

Em dezembro, o CPTS11 registrou um resultado de R$ 0,093 por cota e distribuiu R$ 0,090 por cota em dividendos, mantendo a consistência nos pagamentos mensais. Ao longo de 2025, o fundo distribuiu um total de R$ 1,03 por cota, equivalente a um DY de 15,07% sobre a cota de mercado e 12,25% sobre a cota patrimonial.

Redução de taxas e eficiência operacional

Um dos destaques do ano foi a redução das taxas de administração e gestão do fundo, que passaram de R$ 27 milhões em 2024 para R$ 16,7 milhões em 2025, representando uma queda de 38%. A taxa de gestão foi ajustada para 0,90% ao ano, com isenção temporária em FIIs da Capitânia, além de uma taxa de performance de 15% sobre o excedente do CDI.

Crescimento da base de cotistas e liquidez

A base de cotistas do CPTS11 cresceu ao longo de 2025, atingindo 355.275 investidores, um aumento de 2.721 novos participantes no período. A liquidez média diária do fundo também se manteve robusta, com volume médio de negociações em torno de R$ 8,5 milhões.

Perspectivas para 2026

Com a consolidação da estratégia de maior exposição a FIIs e a manutenção de uma carteira de crédito adimplente, o CPTS11 inicia 2026 bem posicionado para continuar entregando resultados consistentes. A gestão segue atenta às oportunidades de mercado, buscando ativos com bom potencial de valorização e geração de renda, mantendo o foco na eficiência operacional e na maximização do retorno para os cotistas.

Para mais informações, o relatório gerencial completo está disponível no site oficial do fundo: www.capitaniafii.com.br

 

Kiko Hirano

Investidor