CPTI11 eleva guidance e paga R$ 1,15 por cota em janeiro, com retorno patrimonial de 1,89% e carrego de IPCA + 9,31%
O CPTI11 registrou retorno patrimonial de 1,89% em janeiro e distribuiu R$ 1,15 por cota, no topo do guidance. A carteira encerrou o mês com carrego de IPCA + 9,31%, spread de 180 bps e desconto de 5,2% frente ao valor patrimonial.
O CPTI11 – Capitânia FI-Infra encerrou janeiro de 2026 com desempenho superior ao IMA-B e reforçou seu guidance de dividendos para o ano. Em um ambiente de compressão de spreads no mercado de crédito de infraestrutura, o fundo apresentou valorização relevante tanto na cota patrimonial quanto na cota de mercado, além de manter elevado nível de carrego na carteira.
Desempenho no mês supera o IMA-B
A rentabilidade patrimonial do fundo foi de 1,89% em janeiro, enquanto o IMA-B avançou 1,00% no mesmo período. Já a cota de mercado registrou alta de 4,86%, ajustada por proventos.
A cota patrimonial fechou o mês em R$ 95,74, enquanto a cota de mercado encerrou a R$ 90,81, o que representa um desconto de 5,2% em relação ao valor patrimonial.
Segundo a gestora, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo carrego da carteira e pela compressão de spreads no segmento de debêntures incentivadas, movimento estimado em cerca de 45 pontos-base ao longo do mês. A retomada da captação líquida nos fundos de infraestrutura e a menor oferta no mercado primário contribuíram para esse cenário.
Considerando o preço de fechamento da cota de mercado, o retorno líquido estimado implícito é equivalente a aproximadamente IPCA + 9,4% ao ano, conforme tabela de sensibilidade divulgada no relatório.
Dividendos no topo do guidance
O fundo anunciou a distribuição de R$ 1,15 por cota, com pagamento previsto para 13 de fevereiro de 2026 aos cotistas posicionados na data-base. O valor corresponde ao topo do intervalo indicativo previamente divulgado.
Com base na cotação de referência, o dividend yield anualizado implícito é de aproximadamente 16,3% ao ano.
A gestão informou que, mantidas as condições atuais da carteira, o guidance de distribuição mensal para 2026 foi ajustado para o intervalo indicativo de R$ 1,10 a R$ 1,15 por cota. O intervalo permanece sujeito às condições de mercado e à efetiva geração de caixa do fundo.
Nos últimos 12 meses, o CPTI11 distribuiu R$ 12,15 por cota. Desde o início do fundo, o total acumulado de dividendos soma R$ 68,00 por cota.
Carteira mantém carrego elevado e diversificação
Ao final de janeiro, o fundo apresentava patrimônio de aproximadamente R$ 1,30 bilhão, com 95 ativos de crédito e cerca de 0,2% em caixa.
O carrego bruto da carteira estava em IPCA + 9,31% ao ano, equivalente a um spread de 180 bps sobre NTN-B, com duration média de 4,68 anos e rating médio AA.
A exposição média por ativo permaneceu em aproximadamente 1,03%, com exposição máxima inferior a 5%, reforçando a estratégia de diversificação.
Em termos setoriais, os principais segmentos da carteira são:
- Geração de energia (23,2%)
- Telecom (19,5%)
- Rodovias (19,4%)
- Saneamento básico (16,1%)
A carteira também apresenta distribuição relevante entre ratings AA, AA+, A+ e A, além de parcela classificada como sem rating por agência externa.
Novas alocações e movimentações
Em janeiro, o fundo realizou R$ 97,6 milhões em compras e R$ 99,1 milhões em vendas.
Entre as novas alocações, destacam-se:
- Debênture Solví Essencis (1ª série, 6ª emissão), com prazo de 10 anos e duration de 4,8 anos, emitida a CDI + 2,5%;
- Debênture Apiúna Participações (1ª série, 1ª emissão), adquirida no mercado secundário a IPCA + 8,9%, com prazo de 18 anos e duration de 6,9 anos.
As vendas ocorreram majoritariamente no mercado secundário, com taxa média de 10,39% e spread de 2,12%.
Evolução operacional e mercado secundário
O valor de mercado do fundo ao fim do mês era de aproximadamente R$ 1,23 bilhão. O volume negociado em janeiro somou R$ 48,1 milhões, com média diária de R$ 2,29 milhões.
O fundo foi negociado em 100% dos pregões do mês e encerrou o período com 37.340 cotistas, alta de 0,8% frente ao mês anterior.
Desde o início, a cota de mercado ajustada acumula valorização de 80,13%, enquanto a cota patrimonial acumula 73,14%, ante 38,93% do IMA-B no mesmo intervalo.
Contexto de mercado
De acordo com a gestão, o início de 2026 apresentou um ambiente mais construtivo para ativos de infraestrutura, apoiado pela dinâmica regulatória das debêntures incentivadas (Lei 12.431), retomada da captação líquida nos fundos e expectativa de compressão adicional dos juros reais.
A carteira, segundo o relatório, permanece posicionada para capturar oportunidades em um cenário de possível redução de juros reais, mantendo foco em preservação de capital e geração recorrente de renda.
Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.