Bitcoin recua mais de 40% desde máxima histórica e pressiona ETFs como COIN11, HASH11 e BITY11
Após atingir um recorde de US$ 126 mil em outubro de 2025, o Bitcoin enfrenta uma queda significativa, sendo negociado abaixo de US$ 73 mil em fevereiro de 2026. Essa desvalorização impacta diretamente ETFs brasileiros como COIN11, HASH11 e BITY11, que acumulam perdas expressivas nos últimos meses.
O Bitcoin, principal criptomoeda do mercado, enfrenta uma fase de correção significativa após alcançar sua máxima histórica de US$ 126 mil em outubro de 2025. Em fevereiro de 2026, a moeda digital é negociada abaixo de US$ 73 mil, representando uma queda superior a 40% em poucos meses .
Essa desvalorização afeta diretamente os ETFs brasileiros atrelados ao Bitcoin. O COIN11, por exemplo, acumula uma perda de aproximadamente 47% nos últimos 12 meses, sendo negociado próximo a R$ 50,36, valor próximo à mínima de 52 semanas . O BITH11 apresenta uma queda de cerca de 33% no mesmo período .
Histórico de volatilidade do Bitcoin
A volatilidade não é novidade para o Bitcoin. Desde sua criação em 2009, a criptomoeda passou por diversos ciclos de alta e baixa:
- Em 2011, após atingir US$ 30, caiu para cerca de US$ 4.
- Em 2013, subiu para US$ 1.000 e recuou para US$ 200.
- Em 2017, alcançou US$ 19.000 e caiu para US$ 3.200 em 2018.
- Em 2021, atingiu US$ 67.000 e recuou para US$ 15.500 em 2022 .
Esses ciclos demonstram a natureza volátil do ativo, com quedas significativas seguidas por recuperações expressivas.
Fatores que influenciam a atual queda
Diversos elementos contribuem para a recente desvalorização do Bitcoin:
- Realização de lucros: Após a forte valorização em 2025, investidores optaram por realizar ganhos, pressionando o preço.
- Ambiente macroeconômico: Incertezas econômicas globais e políticas monetárias restritivas impactam ativos de risco.
- Mudanças regulatórias: Discussões sobre regulamentações mais rígidas para criptomoedas geram cautela no mercado.
Impacto nos ETFs brasileiros
Os ETFs COIN11, HASH11 e BITY11, que replicam o desempenho do Bitcoin, refletem diretamente essa volatilidade. Além das perdas mencionadas, esses fundos enfrentam desafios adicionais:
- Liquidez: A redução no volume de negociações pode aumentar o spread entre compra e venda, afetando investidores.
- Deságio: A cotação de mercado dos ETFs pode ficar abaixo do valor patrimonial líquido, indicando menor demanda.
Perspectivas futuras
Apesar da atual correção, muitos analistas mantêm uma visão otimista para o longo prazo. Fatores como a adoção institucional, avanços tecnológicos e a escassez programada do Bitcoin (halving) podem impulsionar novos ciclos de alta.
Investidores interessados devem estar cientes da volatilidade inerente ao ativo e considerar estratégias de longo prazo, diversificação e acompanhamento contínuo do mercado.
Nota: As informações apresentadas refletem dados disponíveis até fevereiro de 2026 e estão sujeitas a mudanças conforme o mercado evolui.