AFHF11 distribui R$ 0,12 por cota após lucro de R$ 570,6 mil e registra prêmio com pré-pagamento de CRI
30/03/2026 • por Admim
O AFHF11 apurou resultado de R$ 0,114 por cota em fevereiro, distribuiu R$ 0,12 e manteve R$ 0,01 por cota em reserva. O mês teve impacto positivo do pré-pagamento do CRI Rochaverá, com TIR anualizada de 17,63%.
- O AF Invest Real Estate Multiestratégia FII (AFHF11) encerrou fevereiro de 2026 com resultado gerado de R$ 570.597,53, equivalente a R$ 0,1141 por cota. Considerando o saldo acumulado e não distribuído de janeiro, o montante disponível para distribuição somava R$ 652.344,45, ou R$ 0,13 por cota. A gestão decidiu distribuir R$ 0,12 por cota, preservando R$ 52.344,45 em resultado acumulado, o equivalente a R$ 0,0105 por cota.
- A distribuição referente a fevereiro foi anunciada em 13 de março de 2026 e paga em 20 de março de 2026. Segundo o relatório, o valor correspondeu a dividend yield mensal de 1,20% e anualizado de 15,32%, considerando o preço de fechamento de R$ 10,04 em 13 de março. Em termos brutos, a remuneração indicada no documento foi de 1,41% ao mês e 18,24% ao ano.
- Um dos principais vetores do mês foi o pré-pagamento integral do CRI Rochaverá, que gerou retorno de R$ 565.719,67 sobre investimento de R$ 5.013.473,40, com prazo de 7 meses, duration de 0,56 ano e TIR anualizada de 17,63% ao ano. Em suas projeções, a gestora destacou que esse evento acrescentou R$ 0,01 por cota ao resultado de fevereiro, reforçando o desempenho do período.
- A carteira também seguiu em expansão no mercado secundário. Em 26 de fevereiro, o fundo comprou R$ 4,80 milhões em CRI MAC Empreendimentos, à taxa de IPCA + 12,00% ao ano. O ativo está ligado ao loteamento Joanes Parque, em Lauro de Freitas (BA). O relatório informa que o projeto tinha mais de 85% das unidades vendidas e 45% das obras executadas na data da aquisição. A estrutura inclui cessão fiduciária de recebíveis, alienação fiduciária do estoque, fiança da empresa e dos sócios, além de fundos de reserva, obras e despesas. A gestão classificou a alocação como tática, com previsão de recompra por gestora parceira em até 90 dias.
- Já em março, mas ainda refletido na posição da carteira apresentada no relatório, o AFHF11 reforçou exposição em outros papéis. Foram adquiridos R$ 44.998,72 em CRI TRX Mateus a IPCA + 9,20% ao ano; R$ 4,66 milhões em duas séries do CRI MRV II a CDI + 3,00% ao ano; e R$ 1,44 milhão em CRI TRX Assaí, em compras realizadas entre 18 e 25 de março, com taxas entre IPCA + 9,05% e IPCA + 9,60%.
- Na visão consolidada da carteira em 25 de março de 2026, o fundo estava alocado em 60,31% em CRIs indexados ao CDI, com taxa média de CDI + 2,77% e duration média de 2,17 anos; 28,31% em CRIs indexados ao IPCA, com taxa média de IPCA + 10,42% e duration média de 4,86 anos; 9,82% em FIIs; e 1,56% em caixa. Para a parcela indexada ao IPCA, o relatório apontava spread médio de 247 bps sobre o Tesouro.
- Entre as maiores posições da carteira, o relatório lista CRI Muffato com 9,70% do patrimônio investido, CRI Cahima - Direcional com 9,45%, CRI MAC com 9,42%, FII LPLP15 também com 9,42%, além de CRI Tibério com 8,49%. Na sequência aparecem CRI RNI com 7,10%, CRI TRX Mateus com 6,74%, CRI MRV com 5,98% e CRI GARE Atacadão com 5,64%.
- Na demonstração gerencial de resultado em caixa, o fundo registrou em fevereiro receitas de R$ 630.022,67 e despesas de R$ 59.425,14. Entre as linhas de receita, o relatório mostra R$ 432.662,06 em juros, R$ 13.959,85 em correção monetária, R$ 51.975,44 em negociação de CRI, R$ 76.057,87 em rendimentos de FIIs e R$ 55.367,45 em renda fixa.
- Em patrimônio e base de investidores, o AFHF11 fechou o período com patrimônio líquido de R$ 51,0 milhões, 5 milhões de cotas emitidas, 782 cotistas e cota patrimonial de R$ 10,21, alta de R$ 0,02 em relação a janeiro. No mercado, a cota informada na capa do relatório era de R$ 10,04. Desde o início do fundo, o documento mostra retorno acumulado de 10,55%, ou 12,41% em base gross-up, equivalente a 127,13% do CDI bruto.
- Para os próximos meses, a gestora indicou expectativa de impacto positivo da inflação de fevereiro, após o IPCA de 0,70% divulgado em 12 de março, devido à defasagem média de dois meses na correção monetária dos CRIs indexados ao índice. O relatório também informa que a casa segue priorizando operações de IPCA+ com spreads superiores à média da carteira, sem aumento do nível de risco, e operações de CDI+ com duration reduzida para capturar o patamar elevado da Selic. Além disso, duas novas operações atreladas ao CDI+ estavam em estruturação, com perspectiva de liquidação ao longo de abril.
Esse conteúdo não deve ser considerado indicação de investimentos, informações são retiradas das publicações do administrador do fundo na B3.
Relatório utilizado: https://fnet.bmfbovespa.com.br/fnet/publico/exibirDocumento?id=1147214&cvm=true
Ativos citados:
AFHF11