Publicidade
📊 OUJP11 📊 MXRF11

MXRF11 - Vende Imóvel "Encalhado" em Santos e Dá Aula Prática sobre Execução de Garantias

O Maxi Renda (MXRF11), o fundo imobiliário com o maior número de cotistas da bolsa brasileira, reportou um "fato subsequente" que encerra um ciclo de mais de seis anos: a venda do Edifício Oceanic, em Santos. O imóvel, fruto da execução de garantias de um calote (CRI Arte) ocorrido em 2018, finalmen

Kiko Hirano
Kiko Hirano
Autor do Portal
📅 Publicado em 25/01/2026 às 21:10 • 👁️ 174 visualizações
MXRF11 -  Vende Imóvel "Encalhado" em Santos e Dá Aula Prática sobre Execução de Garantias

O Fim de uma Novela: A Venda do Edifício Oceanic No relatório gerencial referente a novembro, a gestão do MXRF11 trouxe uma informação crucial classificada como "fato subsequente" (evento ocorrido após o fechamento do mês do relatório, já em dezembro). O fundo, em conjunto com outros investidores, concluiu a venda do Edifício Oceanic, localizado em Santos (SP).

Para entender a relevância deste fato, é preciso voltar no tempo. Há cerca de seis anos, o fundo enfrentou o default (calote) do CRI Arte. Como medida de proteção ao patrimônio, a gestão executou as garantias atreladas à dívida, tomando a posse do imóvel em questão. Desde meados de julho de 2018, o MXRF11 carregava este ativo em seu balanço, arcando com custos de vacância, IPTU e manutenção, sem que ele gerasse renda mensal imediata aos cotistas.

A venda, realizada agora com lucro sobre o valor contábil (que era de aproximadamente R$ 8,8 milhões), é um marco. Ela demonstra que, embora a execução de garantias em fundos de papel (recebíveis) seja um processo moroso e custoso — muitas vezes levando anos para se converter em liquidez —, uma gestão diligente consegue recuperar o capital investido e ainda gerar retorno positivo. Os detalhes financeiros exatos da transação e o impacto no dividendo extraordinário serão detalhados no próximo relatório gerencial.

Dividendos e Saúde Financeira Apesar dos desafios pontuais, o "gigante" da bolsa continua entregando resultados consistentes. O fundo manteve a distribuição de R$ 0,10 por cota, um patamar que se tornou referência para seus investidores.

  • Resultado de Novembro: O fundo gerou um resultado caixa de R$ 46,26 milhões, distribuindo R$ 45,15 milhões. Isso indica que a operação está saudável, gerando mais caixa do que o montante distribuído, permitindo a criação de reservas.
  • Permutas Financeiras: Um dos motores dessa rentabilidade são as permutas financeiras (investimentos diretos em desenvolvimento imobiliário), que projetam um retorno robusto de IPCA + 13,20% a.a.. Embora representem uma parcela menor do portfólio, essas operações têm sido essenciais para "turbinar" os rendimentos em períodos de inflação mais controlada.

Giro de Carteira e Gestão Ativa Outro ponto de destaque foi a habilidade da gestão em realizar ganhos de capital (lucro na compra e venda de cotas de outros FIIs). Recentemente, o MXRF11 foi criticado por entrar em ofertas (IPOs ou Follow-ons) de fundos como MCLO11HGRU11. No entanto, o relatório mostra que a gestão já alienou (vendeu) parte dessas posições com lucro, provando que a estratégia de entrada estava correta. A carteira de FIIs do MXRF11 ainda possui exposição relevante ao GAME11 (antigo GALG11/Gare), mas a diversificação global do fundo dilui os riscos específicos de qualquer ativo isolado.

A Lição para o Investidor: O Poder da Diversificação O caso do Edifício Oceanic deixa uma lição valiosa sobre a estrutura dos fundos de papel. Investidores iniciantes muitas vezes questionam por que os fundos não executam garantias imediatamente após um atraso. A realidade do MXRF11 mostra que a execução é o "último recurso": ela transforma um ativo líquido (dívida) em um ativo ilíquido (imóvel), que passa a gerar despesas por anos antes de virar dinheiro novamente.

O que salvou o cotista do MXRF11 de sentir um impacto negativo brusco durante esses 6 anos foi a diversificação. Como o fundo possui centenas de operações e um patrimônio bilionário, o problema em um ativo específico (CRI Arte/Edifício Oceanic) representou uma fração ínfima da carteira, permitindo que a renda recorrente continuasse fluindo enquanto a gestão resolvia o problema nos bastidores.

Indicadores Atuais O fundo segue negociando com um leve ágio, com P/VP (Preço sobre Valor Patrimonial) próximo de 1,01. Para analistas, métricas até 1,03 são aceitáveis para fundos com a liquidez e o histórico do MXRF11. Com 76% da carteira indexada ao IPCA e 10% ao CDI, o fundo mantém um perfil middle risk, equilibrando operações high grade (baixo risco) com pimentas (permutas) que buscam alfa para o cotista.

Kiko Hirano
Sobre o Autor

Kiko Hirano

Ver Perfil Completo & Artigos do Autor ➔

📚 Mais Artigos Recomendados

Volatilidade nos FIIs nesta Sexta, 20 de março, teremos rebalanceamento do Índice Internacional FTSE Russell

Ocorrerá o novo rebalanceamento de carteira dos índices internacionais dos quais os Fundos fazem parte, FTSE Russell. Os rebalanceamentos acontecem de forma periódica, conforme metodologia dos índices, e podem resultar em aumento da volatilidade e do volume negociado do ativo no mercado secundário.

Ler Artigo ➔

MXRF11 reporta lucro com venda de imóvel, reforça portfólio de CRIs e mantém dividendos de R$ 0,10 por cota

O FII MXRF11 registrou resultado de cerca de R$ 46,7 milhões no período e manteve distribuição de R$ 0,10 por cota. A gestão vendeu o Edifício Oceanic com lucro, ampliou posições em CRIs e realizou novos investimentos em permutas financeiras.

Ler Artigo ➔

MXRF11 atinge maior cotação em 12 meses e reforça performance com dividendos consistentes

Cotação de MXRF11 chegou a R$ 9,83 (máxima 12 m), com P/VP em 1,05, R$ 1,18 distribuído em dividendos no ano e dividend yield ~12% (12 m). Dados apontam perfil de rendimento consistente e liquidez relevante. Saiba mais no link final.

Ler Artigo ➔